Projeto 26 letras

Quem me acompanha nas redes sociais já conhece meu último projeto, onde quase todos os dias eu posto uma letra do alfabeto em um estilo diferente. A ideia surgiu num momento em que eu estava com um certo bloqueio criativo, sem saber mais qual era a minha personalidade como letrista e com o desejo de experimentar algo novo. Não é nada super original fazer uma letra por dia, muita gente já fez isso, mas eu nunca tinha tentado e resolvi fazer essa experiência.

O poder do limite
Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida de designer é que as limitações são combustível para a criatividade. Por isso já estabeleci de cara alguns parâmetros para o projeto:

  1. Fazer uma letra por vez, para não tomar muito tempo
  2. Usar o TypeCooker, um site que gera “receitas” para desenhar letras, sugerindo aleatoriamente quesitos como peso, tipo de contraste, tipo de serifa etc.
  3. Ter uma paleta de cores restrita
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Paleta de cores. Gostei tanto que depois decidir usar como paleta oficial da minha marca!

Zona de conforto
Tentei quase sempre evitar fazer mais do mesmo, buscando soluções que eu nunca tinha feito antes e mesclando estilos. Claro que tem dias que a cabeça não funciona, dá vontade de mandar aquela letra que a gente já sabe fazer e que é certeza nos “likes”. Algumas vezes cedi e relaxei, pois o importante é o conjunto total do projeto. Isso aconteceu principalmente no final, quando as possibilidades do que criar ficaram restritas por já ter uma dezena de letras prontas e que não podiam ser repetidas!


Xô perfeccionismo
Repita o mantra: antes feito que perfeito, antes feito que perfeito, antes feito que perfeito… É fácil se perder entre muitas opções de desenho, ou ficar refinando infinitamente até chegar numa perfeição que não existe. Assim que encontrava uma solução que me agradava eu parava, e seguia para a vetorização, onde fazia ajustes se necessário. Dizem que uma obra de arte nunca está pronta, o artista que a abandona em certo ponto, e isso é a mais pura verdade!

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Liberdade na medida certa
Ai ai, muitas regras né? Houve momentos em que eu apenas desenhava o que queria, ou o que a letra me pedia. Sem crise!

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Enfim… A sensação de missão cumprida é boa demais! Criatividade a mil, muitas ideias para novos projetos e muitos desdobramentos para esse alfabeto. Trabalhando bastante para a inspiração chegar e eu estar “tinindo” :D

Workshops no Rio de Janeiro – Novas datas

Já temos a agenda para os próximos workshops no Rio! As inscrições estão abertas para o Módulo 1 – Fundamentos Caligráficos, corre lá que já é neste fim de semana :) Veja a seguir todas as datas:

21 e 22 de outubro – Fundamentos Caligráficos – Inscreva-se!

11 e 12 de novembro – Brush Mania – Inscrições em breve!

03 e 04 de dezembro – Desenhando Letras – Inscrições em breve!

Local: Pictorama | Rua Alcindo Guanabara, 24, Centro
Horário: 9h às 16h

Saiba mais sobre cada módulo acessando a página de Cursos.

Primeiro Ciclo 2017 de workshops no Rio de Janeiro

Durante o primeiro trimestre deste ano tivemos as primeiras edições dos workshops de Caligrafia e Lettering aqui no Rio, em parceria com o pessoal do estúdio de design Pictorama.

Por uma questão de carga horária e adaptação ao calendário de feriados, houve uma pequena mudança em relação à divisão de conteúdo que eu vinha fazendo até agora (que vocês podem ver na página Cursos). Em vez dos tradicionais três módulos, fizemos uma fusão do módulo 1, de Fundamentos Caligráficos, com o módulo 2 Brush Mania, visando condensar esses dois pilares da caligrafia em apenas um fim de semana. É sempre um desafio ensinar caligrafia em tão pouco tempo, mas como o objetivo dos módulos é introduzir conceitos caligráficos para aplicação no lettering, creio que foi uma escolha que beneficiou a todos. Tivemos até turma extra :)

Outra novidade foram as palestras gratuitas para esclarecer dúvidas de quem tem interesse no curso, dar uma introdução sobre o que é a caligrafia e o lettering e como transitar por esses campos. Também contei por onde começar e como tem sido minha história com as letras. Além disso, na palestra damos uma chance a quem não tem condições para fazer o workshop de ter um primeiro contato com os livros e materiais que uso, e partilhar da minha experiência nesse mercado tipográfico.

A parceria com a Pictorama também foi ótima, pudemos contar com um espaço adequado, estrutura e todo suporte que precisamos. Obrigada Marcus Siqueira, Gabriela Ferraz e Vinícius Guimarães pela iniciativa e apoio!

Por ora, vou ter que dar uma pausa nos workshops presenciais e não tenho certeza quando volto. Em breve farei um post com indicações legais de outros cursos para vocês. Continuem acompanhando por aqui e nas redes sociais, e assinem a newsletter para saber dos workshops assim que eu voltar!

Temos produtos!

Alguns de vocês já devem ter reparado que inseri um link para LOJA ali em cima, no menu principal. Exatamente, estou abrindo uma lojinha para vender produtos com meus letterings! :D A princípio vai funcionar como um studio no Colab55, um site que se encarrega da produção e distribuição dos itens, e estou aos poucos colocando algumas artes lá, não deixe de conferir!

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Os primeiros itens que coloquei à venda são da coleção Words of Love. São quadros, almofadas, bolsas, canecas, postais, cases para celular, adesivos e azulejos com mensagens delicadas de amor. Espero que gostem!

Sim, temos um novo logo!

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Estava com vontade de mudar a minha marca há um certo tempo. Não que eu não gostasse dela, afinal ela representa toda minha busca por aprender cada vez mais sobre caligrafia e lettering. Quando nem se pensava num retorno da caligrafia como estilo gráfico e tendência tipográfica, me deparei com o trabalho do Joluvian e me encantei. Na época, eu já brincava um pouco com as penas e até tentei fazer algo parecido e vetorizar, mas obviamente não ficou tão legal quanto eu gostaria.

Mas eu continuei. Continuei até aprender a fazer caligrafia com brushpen, até conseguir vetorizar as letras, até transformar isso numa marca, fiz todos os cursos que pude e uma pós-graduação. E hoje, 3 anos depois da criação da marca original, vejo algumas inconsistências no desenho e muitas coisas que poderiam melhorar, porque não parei de aprender desde então. Um redesign se fazia mais do que necessário.

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A ideia era apenas corrigir algumas coisas mas eu não consegui parar por aí! Os contornos ficaram mais suaves, o contraste ficou menos marcado e com traços não muito finos, pensando em melhorar a legibilidade em tamanhos pequenos. Alterei também a inclinação e a altura-x das letras, e a cor mudou para um tom de roxo bem sóbrio. Sinto que a marca ficou mais amigável e serena, em contraponto com o dinamismo e tensão da versão anterior. Mas ambas são simples, diretas, sem grandes loops e floreios, apenas uma composição harmônica de letras bonitas.

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E aí, o que acharam?

Últimas edições do workshop em 2015

Já estamos no último trimestre de 2015, dá pra acreditar? Muita coisa aconteceu, e também muita gente passou pelo workshop Desenhando letras como se não houvesse amanhã. Entre profissionais de design, publicidade, curiosos de outras áreas, e gente querendo aprender um novo hobby (costumo brincar que desenhar letras é mais divertido que pintar livros de colorir), já formamos cinco turmas de “letristas” em São Paulo, duas no Rio de Janeiro e uma em Belém. Independente do ramo de atuação, tenho certeza que todos saíram com um olhar mais apurado sobre as letras e com o bichinho da tipografia instalado (aquele que faz a gente ficar prestando atenção na tipografia em placas, fachadas, anúncios, etc). Muito obrigada a todos pelo interesse e dedicação, de verdade!

O workshop também teve suas versões para oficina no SESC Campo Limpo e para a graduação no IED – Instituto Europeu de Design. Faremos as últimas edições do ano nos próximos meses, dias 24 e 25 de outubro em São Paulo, e 7 e 14 de novembro no Rio de Janeiro.

Em 2016, teremos algumas mudanças; visto que há uma grande demanda por maior aprofundamento em alguns aspectos do formato atual, o workshop deve se desmembrar em 3 cursos diferentes, ficando a opção do “intensivão” em um fim de semana apenas para as outras cidades mais distantes. Fique atento para mais detalhes sobre esta novidade.

Aproveite então para se inscrever nas próximas turmas!

São Paulo, 24 e 25 de outubro
Rio de Janeiro, 7 e 14 de novembro

E garanta que sua cidade esteja no roteiro do ano que vem! Preencha o formulário de interesse :)

Afinal, qual é a diferença entre lettering e caligrafia?

Você sabe?

A caligrafia é a escrita com fim em si mesma. É a arte de executar a escrita seguindo modelos caligráficos (existiram vários modelos ao longo da História). Depende de habilidade técnica e prática, pois o produto final da caligrafia é resultado direto das peculiaridades do instrumento e da habilidade manual do calígrafo.

caligrafia

Já o lettering é o ato de desenhar, de traçar letras que sejam adequadas a um fim único e específico, utilizando formas compostas. A ação de desenhar uma letra se desprende das limitações do instrumento utilizado, pois ao traçar os detalhes surge a liberdade para criar outras soluções, que não necessariamente derivem de uma pena caligráfica ou de um modelo de escrita.

lettering

Uma caligrafia pode virar um lettering?

Sim, um lettering pode nascer de uma escrita caligráfica que seja posteriormente retocada e manipulada, manualmente ou pelo computador.

Um lettering pode virar uma caligrafia?

Não. Um lettering pode imitar uma caligrafia, ou seja, um modelo caligráfico, mas por definição ele foi feito a partir do desenho de formas compostas e por isso não será uma caligrafia.

Eu preciso saber caligrafia para fazer lettering?

Não necessariamente. Por se tratar de desenho, basta ter um bom olhar para observar como são as formas das letras e então reproduzí-las. No entanto, tudo o que é relacionado às letras tem origem na caligrafia, por isso é preciso ao menos o conhecimento teórico em relação aos modelos e instrumentos caligráficos para executar um lettering conciso e coerente, mesmo que a intenção do autor seja subverter estes padrões.

E a tipografia?

A tipografia é um conjunto de matrizes de letras reproduzíveis e combináveis entre si. Cada caractere é como uma peça que compomos e usamos para formar o texto, tanto na tipografia tradicional, com tipos móveis, como na tipografia digital. No Brasil, convencionamos a chamar de ‘tipografia’ tudo o que é referente a letras, mas sempre que possível cabe dar o nome correto ao que estamos nos referindo :)

Hermann Zapf e suas tipografias

A história da tipografia na primeira metade século XX foi marcada por duas forças ideológicas concomitantes: por um lado a busca por novos métodos, estilos e tecnologias, como a Bauhaus (década de 20) e o Estilo Internacional Suíço (década de 50); e por outro, os movimentos de resgate das tipografias do passado e da tradição tipográfica. Ambas ideologias se opunham à caótica linguagem tipográfica publicitária, que surgiu no fim do século XIX com a Revolução Industrial, seja pelas vias do modernismo geométrico (visando um design neutro, com tipos sem serifa)  seja pelo modernismo lírico, através de releituras de tipografias antigas e da revisitação das formas de escrita manual. (1)

Os ideais de Hermann Zapf sempre coincidiram mais com os movimentos de resgate das formas renascentistas, devido à sua formação e admiração pela caligrafia. E foi com esse objetivo que, entre os anos de 1946 e 1948, projetou a tipografia Palatino.

“A caligrafia é a base de todas as tipografias. Copiar a escritura à mão e converter essas formas em tipos é o primeiro passo. As formas das letras são o resultado deste processo.(2)

palatino

Nomeada em homenagem a Giambattista Palatino, grande calígrafo italiano do século XVI, a tipografia Palatino foi minuciosamente desenvolvida depois de muitos estudos de Zapf com o puncionista August Rosenberger, que a gravou à mão para a fundidora Stempel (pouco tempo depois Zapf teve que readaptar a fonte para o processo de fotocomposição). Palatino foi lançada em 1950 pela Stempel e Linotype, em versões romana e itálica.

Na década de 50, como parte do desenvolvimento do Estilo Internacional como linguagem gráfica, houve um movimento de rejeição às formas geométricas matematicamente construídas que predominaram nos anos 1920 e 1930, e uma busca por um maior refinamento das formas de tipos sem serifa. Em 1954, o designer suíço Adrian Frutiger lançou a sem serifa Univers e suas 21 variações. É nesse contexto que em 1952, entre tantas tipografias sendo desenvolvidas e lançadas em um curto período de tempo, Zapf cria Optima.

optima

Optima é uma sem serifa muito particular, baseada na proporção áurea e inspirada em inscrições do século XV na Basilica di Santa Croce, em Florença. Foi desenvolvida a princípio como uma tipografia para títulos, mas depois teve seu desenho adaptado para uso em texto. Lançada em 1958 pela Stempel, acabou sendo ofuscada pelas contemporâneas Univers e Helvetica, dada a preferência estilística da época.

“O design foi uma sensação imediata, porém controversa. Críticos e designers não sabiam como classificá-la. Optima era uma serifada, sem serifa, ou nada disso? O debate se centrava nas hastes levemente curvas e no forte contraste dos traços. Optima obvimente não tinha serifas, mas tampouco era monótona como uma grotesca do século XIX como a Akzidenz Grotesk, ou uma geométrica sem serifas, como a Futura.” (3)

Hermann Zapf teve um trabalho extremamente prolífico, mas foram Palatino e Optima – e posteriormente a caligráfica Zapfino – que consolidaram seu nome no design de tipografias do século XX. Ambas foram exaustivamente plagiadas por outras fundidoras, comprovando que seu design clássico e ao mesmo tempo atual está além de modismos estilísticos.

Referências

(1) Termos encontrados em: Robert Bringhurst. (2005). Elementos do estilo tipográfico. p.147-148
(2) Zapf en directo. (2004). En: Visual, año 15, no. 111, p. 50.
(3) Paul Shaw (2004). Optimal Optima. Hermann Zapf restores flare to a classic typeface. En: I.D., no. 3 mayo/2004, p. 88-89.

Hermann Zapf, uma breve biografia

Há 2 semanas faleceu Hermann Zapf, um dos grandes mestres da caligrafia e da tipografia atual. A comoção na comunidade tipográfica foi grande, e não é para menos. Ensaiei pra fazer um post de R.I.P. no Facebook, mas acabei deixando pra lá e então surgiu a ideia de recuperar um pequeno artigo que fiz sobre ele para postar aqui no blog. A verdade é que mestres não morrem e, sem sombra de dúvidas o legado de Zapf vai continuar influenciando muita gente.

Vou dividir o artigo em duas partes, a primeira é uma breve biografia, e a segunda será um pouco mais sobre suas fontes.

Hermann Zapf. Fotografia: Heinz-Juergen Gottert/DPA Germany
Hermann Zapf. Fotografia: Heinz-Juergen Gottert/DPA Germany

Hermann Zapf foi um calígrafo e designer de tipos alemão. Nascido em Nuremberg, no ano de 1918, começou a se interessar pela tipografia após visitar uma exposição em memória de Rudolf Koch, também calígrafo, tipógrafo e seu conterrâneo. Logo comprou os livros de Koch (The Art of Writing) e de Edward Johnston (Writing and Illuminating and Lettering) e começou a estudar caligrafia por conta própria.

Mudou-se para Frankfurt, onde começou a trabalhar na gráfica de Paul Koch, filho de Rudolf. Durante esse período, ganhou experiência em lettering e tipografia através do contato com as type foundries D. Stempel AG e Linotype GmbH.

Em 1939 foi enviado à guerra, no entanto conseguiu se manter apenas em serviços internos, atuando como cartógrafo e aproveitando o tempo livre para preencher muitos sketchbooks com desenhos e caligrafia. Quando voltou a Nuremberg, em 1946, começou a dar aulas de caligrafia, porém um ano depois já estava novamente em Frankfurt trabalhando como diretor de arte na Stempel.

Entre outros trabalhos, principalmente como designer de livros, Zapf criou Palatino (1948), uma família tipográfica baseada em seus antigos estudos sobre a forma das letras. Em seguida vieram muitas outras, destacando-se a Melior (1949), Aldus (1953) e Optima (1958). O designer testemunhou e participou de todos os estágios da produção de tipos, do linotipo nos anos 1950 à fotocomposição, até os métodos digitais de hoje em dia.

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Folha de prova da Optima com anotações de Zapf

Zapf não apenas fez uso das tecnologias disponíveis como também trabalhou buscando novos métodos, sempre pesquisando sobre programas de computador para composição tipográfica visando otimizar seu trabalho como designer de livros. Em 1976, foi convidado pelo Rochester Institute of Technology para configurar uma cadeira especial sobre softwares tipográficos, a primeira do mundo. Nos anos 1980, no RIT, levou suas ideias ainda mais longe, desenvolvendo um ambicioso programa para a melhoria da qualidade de composição tipográfica chamado “hz program”.

Em 1993, David Siegel, que havia trabalhado com Zapf no início dos anos 80, encomendou uma tipografia – de preferência caligráfica – que tivesse um grande número de variações de caracteres para testar “Derrick”, um programa experimental de composição tipográfica baseado na teoria do caos. Zapf então viu a oportunidade de criar uma tipografia a partir de uma caligrafia que havia feito em um sketchbook de 1944.

“Por décadas Zapf se frustrava com as limitações técnicas de tipos que tentam imitar caligrafia. Virtuosa (1952-54), sua primeira tipografia caligráfica, foi uma tentativa de ‘resolver uma script sem traços de ligação diretos… e evitando todos os maiores kerns.’ (…) Mas a capacidade de automaticamente substituir ou misturar caracteres alternativos, swashes e ligaturas permanecia ilusória. Derrick era uma provável resposta.(1) O projeto teve altos e baixos até que Siegel o abandonou. Zapf, então, decidiu levá-lo à Linotype, que lhe deu continuidade, e em 1998 lançou Zapfino.

Já nos anos 2000, como parte de uma iniciativa da Linotype para revisitar suas mais famosas tipografias, Zapf, com a ajuda de Akira Kobayashi, trabalhou no redesign de suas fontes, adaptando-as à tecnologia digital e melhorando seu design. O último projeto em que o designer se envolveu, antes de vir a falecer no dia 4 de junho de 2015, foi a releitura da Zapfino para a escrita árabe, proposta pela designer de tipos libanesa Nadine Chahine.

Assista a esse vídeo para ver Zapf em ação:

Referências
(1) Paul Shaw. (1999). Zapfino. Print Magazine, vol.53 no. 5, p.68, 68b, 348.
Hermann Zapf. (2005) The lifestory of Hermann Zapf. Download em http://download.linotype.com/free/howtouse/ZapfBiography.pdf.
A – Z of type designers. Revista Baseline, no. 30 (2000) p. 51-52.
https://www.fontshop.com/content/hermann-zapf-1918-2015